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Para aqueles que no Domingo passado perderam a celebração do 51º Aniversário da Igreja Evangélica de Cucujães, fica aqui um pequeno conjunto de imagens que lá foi mostrado. O título deste breve evocar do passado da nossa comunidade foi o tema escolhido para este Domingo, o primeiro de todos os outros deste mês que serão igualmente dedicados á celebração do aniversário. O objectivo deste dia foi recordar aqueles que nos precederam e que estabeleceram as fundações da nossa comunidade. O Rebanho Intemporal é uma alusão a estes e a todos aqueles que em todas as épocas seguiram o Grande Pastor.

Para quem leu a entrada anterior, esta é óbvia. O motivo pelo qual esta comunidade existe, e pelo qual estas linhas estão a ser escritas, é porque o Avô Mateus obedeceu á voz do Espírito e, contra muitas adversidades, deu início a este trabalho que mudou radicalmente a vida de centenas – senão mesmo milhares – de pessoas. Quem já leu outras entradas como Os Bons Amigos, ficará contente por saber que estes estiveram ao lado do Avô desde o primeiro momento neste empreendimento, o que revela o poder do trabalho em comunidade.

“Que o Deus da paz, que ressuscitou Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, selando com o seu sangue a eterna aliança, vos conceda aquilo de que precisam para realizarem a sua vontade.”
(Hebreus 13:2)


Banda sonora: “The Holly and the Ivy” by Andrew Peterson

No meio de incontáveis recordações do Avô sobressaem algumas pelo seu brilho especial, tal como o cintilar intenso de algumas estrelas as destacam do povoado mar negro de luzeiros. Algumas são de momentos únicos, outras apenas de momentos comuns que, por algum motivo, deixaram uma impressão mais forte no instável universo das memórias.

Lembro-me com particular limpidez do dia em que o Avô me telefonou a convocar para um encontro no seu escritório. Tinha algo importante para me mostrar. O tom animado da sua voz denunciava ser coisa interessante e agradável. Quando cheguei ao escritório pouco depois, encontrei o Avô com o seu habitual sorriso de marca. Mas naquele dia havia algo mais no seu sorriso, uma certa efervescência expectante. O Avô estava animado com o que quer que fosse que tinha para mostrar. Após o nosso habitual cumprimento de beijos e puxares de orelhas simulados, um pouco mais apressado naquele dia, ele abriu uma das gavetas da sua secretária e tirou de lá… uma folha de papel!

Confesso que não fiquei surpreendido. Fotocópias não são propriamente objectos que causam impressões fortes. Mas o sorriso persistente sugeria que aquela folha trazia alguma surpresa. E assim foi. Era uma cópia do documento original do contrato de arrendamento da pequena garagem onde a comunidade da Igreja Evangélica de Cucujães se fixou e onde permanece até aos nossos dias. Era um fragmento da história da nossa comunidade; ligava as origens a uma data, e o nome do Avô a ambas.

A partilha daquele documento foi um acto de cumplicidade no esforço de estabelecer a veracidade do relato da história da nossa comunidade. Ainda que não acreditasse que um neto pudesse colocar a palavra de um avô em causa, o Avô sentiu a necessidade de validar a sua com este documento. Agora pode parecer um pouco despropositado, mas na altura o Avô enfrentava o descrédito de algumas pessoas da comunidade que tentavam apagar o seu nome da fundação e do trabalho original. É impossível separar a história do Avô Mateus da história da Igreja Evangélica de Cucujães porque fazem parte uma da outra. O Avô foi um dos membros fundadores desta comunidade e a sua assinatura no contrato inicial de arrendamento do espaço atesta a sua posição de pioneiro.

A cópia deste documento andou muito tempo perdida no meio de tantos outros segredos nas minhas gavetas. Durante todo esse tempo sempre a procurei sem sucesso e cheguei a acreditar que a tinha perdido. Curiosamente reencontrei-a há alguns meses na companhia de algumas fotografias e cartas mais antigas. Parece que aguardou pacientemente pelo momento certo de se deixar encontrar.

Escusado será dizer que todas estas histórias vão figurar no livro, mas nem sempre com o mesmo detalhe. Infelizmente alguns dos seus contornos foram esbatidos pelo esquecimento dos anos.

O Autor

Um certo e determinado neto em viagem ao passado do seu Avô

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