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Dias cinzentos e frios trazem á memória outros dias… dias de calor e sol de um passado distante, de momentos que não vivemos, mas que ainda assim evocamos.

A recordação pode ser a preto e branco, mas a luz não deixa de ser irrepreensível. Faz lembrar os verões perfeitos e a alegria neles contida. O sorriso é momentâneo e intemporal, como se aquele instante nunca tivesse fim; Como se a vida fosse só um prelúdio para uma outra infinitamente mais perfeita e abundante; Como se viver o momento e ser feliz por ele fosse uma expressão de gratidão pela eternidade esperada.

Esta fotografia veio no meio de outras tantas descobertas recentemente. Foi tirada num dia de sol e calor, com os Avós no calor da vida. É perfeita.

Um dia de sol e calor na Ria de Aveiro

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É verdade. Está quase a chegar ao fim o primeiro rascunho do livro. O silêncio que se instalou aqui no blog nas últimas semanas não foi de quietude. Deveu-se, antes, ao canalizar do pouco tempo disponível para a escrita do livro. O resultado é mais um capítulo terminado – um dos restantes 3 por finalizar. O capítulo agora concluído designa-se “Mais Perto Quero Estar”, numa óbvia alusão ao hino que tantas vezes ouvimos o Avô Mateus cantar. O capítulo começa numa manhã Domingo, mas não uma qualquer; na fria manhã de um Domingo em Novembro de 2008.

Entretanto finalizei também um primeiro esboço do Prefácio do livro. Comecei a escrevê-lo durante uma tarde passada no aeroporto de Frankfurt, enquanto espera ligação para Atenas, há umas semanas atrás. Sinto que ainda falta ali qualquer coisa, pelo que uma versão final do prefácio será mesmo a última coisa do livro a escrever.

Os dois capítulos em falta já estão também em processo de escrita e, se tudo correr pelo melhor, deverão estar concluídos dentro de algumas semanas. Depois faltará incorporar parte da nova informação coleccionada com a ajuda do blog. Feito isto, o primeiro rascunho do livro terá então chegado ao fim.

Resta ainda a salientar uma nova entrada na página “Momentos.” É um breve episódio passado no antigo Mercedes do Avô Mateus, relatado pela neta Sara. Como quase todos os momentos passados com o Avô naquele carro, este episódio é fantástico. Vale a pena visitar esta secção para o ler.

Faz amanhã um ano que o Avô Mateus partiu e para o lembrar, um dos netos juntou algumas imagens e publicou no seu blog. Vale a pena ver e ouvir…

http://3-acontaquealguemfez.blogspot.com/2009/11/memorias-do-avo-mateus.html

avo_eugenia_jovem

Se ainda estivesse entre nós, a Avó Eugénia celebraria hoje 90 anos numa festa partilhada com um dos filhos, o Tio David. Infelizmente, a Avó partiu no ano do seu 50º aniversário, pelo que faz hoje também 40 anos desde o dia que celebrou o seu último aniversário.

As referências à Avó Eugénia têm sido frequentes no decurso da escrita do livro. Embora ela tenha desaparecido cedo, manteve-se de alguma forma presente na vida do Avô até ao fim dos seus dias. Apesar das tentativas, ainda não consegui agregar um relato suficientemente organizado da vida do Avô Mateus ao lado da Avó. A falta de informação tem-me levado a desenhar com a imaginação os espaços deixados em branco pela falta de factos.

Por vezes imagino como teria sido a vida da nossa família se ela tivesse ficado ao lado do Avô por mais tempo. A minha maior interrogação, no entanto, está em saber como teria sido a relação entre os netos e a Avó. Sendo impossível de determinar, não é de todo impossível imaginar que teria sido uma experiência incrível. Disso não há a menor dúvida.

Às vezes sonho como seria entrar na cozinha do Avô e encontrá-lo lá com a Avó a cozinhar, receber deles os calorosos beijos de avós, sentar-me à mesa a comer ao seu lado, e sentir o olhar intenso que só as avós fazem quando os netos se deliciarem com a sua comida.

Olhando agora para trás e lembrando o nosso relacionamento com o Avô, é evidente que ele se esforçou por compensar a falta da Avó, dando-nos o amor e o afecto que teríamos encontrado nela.

A avaliar pelas recordações que ficaram, a Avó foi uma pessoa distinta em muitos aspectos, na sua simplicidade, beleza, simpatia mas, acima de tudo, na sua entrega aos outros. Dizem que era um exemplo de amor – uma manifestação simples e pura do amor de Deus.

As saudades de quem a conheceu devem ser imensas. Pelo menos a julgar pelas saudades de quem nunca a conheceu…

O Autor

Um certo e determinado neto em viagem ao passado do seu Avô

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